segunda-feira, outubro 24, 2005
Stephan: "E aí pai, blz?" Marcelo: "Blz filho. E tu? Tudo certo?" Stephan: "Certo. E você? A procura da batida perfeita?" Marcelo: "Sempre, rapaz. E aí? Como é que tá o colégio?" Stephan: "Ah! O colégio tá bem! Eu que..você sabe como é que é,né?"
Round one...
Marcelo: O jogo começou, aperta o Start, na vida você ganha,cê perde, meu filho. Faz parte. Stephan: Ih! É ruim, eu não gosto de perder. Nem me lembro há quanto tempo que eu não perco pra você. Marcelo: Han.Calma filho, você ainda tem que crescer. O jogo apenas começou e você tem muito pra aprender. Stephan: É! Eu sei. Eu tava só zoando. Você que lodeou e eu tô jogando.
Marcelo: Eu me desenvolvo e evoluo com meu filho. Stephan: Eu me desenvolvo e evoluo com meu pai.
Round two...
Stephan: Se o papo for futebol? Marcelo: Ah! Isso é comigo. Stephan: E se o assunto é playstation? Marcelo: Tudo bem contigo. A evolução aqui é de pai pra filho.A família é Peixoto e representa o Rio. Stephan: Eu me desenvolvo e evoluo com meu pai. Mas aquele passeio na Disney,quando a gente vai, hein? Marcelo: Han! Sabia. Tava demorando. Deixa o dólar dá uma baixada ai nós vamos, certo? Stephan: Ih! Beleza. A comida tá na mesa. Mas pro dólar dá uma baixada é uma tristeza. Marcelo: É! Tu sabe que a vida não tá mole pra toda família, que segue firme e forte, na correria. Stephan: Me lembro. É só olha pra trás. Mas pra vida melhorar,como é que faz? Marcelo: Não fico parado, esperando a ajuda da Unesco. Na minha vida ando pra frente, sempre em passo gigantesco.
Marcelo: Eu me desenvolvo e evoluo com meu filho. Stephan: Eu me desenvolvo e evoluo com meu pai.
Stephan: O pensamento é rápido. Não enrola. Três pra frente x diagonal pra cima e bola. Marcelo: É! Já vi que tu tem o poder. O controle tá na tua mão e o jogo é pra você. Mas a persistência é o que leva a perfeição. Eu que lodiei, você joga e é exemplo pro teu irmão. Stephan: Você é o reflexo do espelho do seu pai. Eu também. Uma coisa eu aprendi, planto amor pra colher o bem. Marcelo: Ah moleque!Assim que tem que ser rapaz.Muito amor no coração rapazeada
Marcelo: Eu me desenvolvo e evoluo com meu filho. Stephan: Eu me desenvolvo e evoluo com meu pai
| 
 marcelo D2 - Loadeando
| |
|
não penses nesta palavra
alalia
do Gr. a, priv. + lalia, fala
s. f., Med.,
paralisia dos órgãos da fala;
mutismo acidental.
|
não penses nesta letra
Hereditário - Sam the kid
Não sei se sou um plano ou um acidente com tesão,
Originado com paixão ou com sexo pós discussão,
Na raiz urbanizada na calçada e no alcatrão,
Não te esqueças de onde vens ou és esquecido então,
Eu só ponho uma questão, qual é a razão da minha
origem,
Não te fies na virgem, porque elas fingem e não
dizem,
E caso case ainda te acusam do que trazem,
O ladrão da paz e harmonia fácil empatia,
Com a máxima ironia, omitindo medos,
Paredes têm ouvidos construídos para segredos,
Quando é que tu desabafas?
Depois de 3 garrafas de vinho, ou 20 palavras que eu
não adivinho,
Enquanto a dor ecoa, habituado a que ela doa,
Porque quem amamos mais é quem nos mais magoa,
Ah! Amar e amar, há ir e nunca mais voltar,
Ao lar doce lar até que a morte ou uma traição
separe,
Mentiras omitidas é estranho é quando ocultam cenas,
A paz é singular ou há discussões às dezenas,
Sem qualquer motivo o final nunca é conclusivo,
Apenas um alivio assinado num livro, de onde eu
derivo,
Agora mais vivo, tornei-me no que eu sou,
Dou e recebo e se eu bebo bué é porque saio ao meu
avô,
É hereditário fluxo sanguinário que se transmite,
Ele sai a quem, feio ou bonito podes dar um palpite
que eu não me irrito,
Espaços da casa não ocupados trazem saudades e pensar
nisso é que eu evito,
Eu divido o tempo, na TV noutro evento,
Para não pensar em ti e fazer passar a dor como um
dente,
E toda a gente pergunta, a quem é que ele sai? A quem
ele sai?
Sou má goela porque eu saiu ao meu pai,
E toda a gente pergunta, ele sai a quem? Sai a quem?
Se acordo tarde é porque eu saiu à minha mãe,
Mas ta-se bem não há beef nunca houve desde novo,
Sem confirmação na comunicação e sem interesse,
Na certeza do amor, com a ausência da razão que eu
desconheço,
Não me convence,
Menciono o plano, de ter o nono ano,
E eu bano o resto eu manifesto-me através do som,
Converso em verso comigo e com o beat,
Com pitt no cubículo onde fico horas sem pressas e sem
demoras eu,
Pareço um ótario operário no meu endereço,
A preço ofereço um corpo solitário preso,
Em posse duma trombose,
Super avozinha fodeu a minha Susana tu chama os
bombeiros,
Mas a vida não para e avança como ponteiros,
Eu contei os anos inteiros até à mudança,
Tolerância cancelada e descansa enfermeiros,
E os primeiros pensamentos são de assumir uma
herança,
Em criança numa casa portuguesa com certeza,
Manca-me debaixo da mesa com a mão presa à cabeça,
A pensar que não aconteça e valesse a pena a batalha,
E eu quebro a cena, tal pai tal filho, tal pai tal
falha,
Não conheço um posto para fazer um juízo,
Porque isto nunca foi penoso isto é o meu paraíso,
E eu economizo ao comunicar isto em concreto,
E eu fico indeciso se eu quero ficar vazio ou
completo,
A mim não me compete fazer a escolha,
Só escolho fragmentos de momentos duma recolha,
De sentimentos, e eu sento e minto se eu disser que
não sinto a tua falta,
Sinto a ausência duma falta de paciência que te
exalta,
Ou exaltava, porque agora silêncio é despertador,
Que desperta humor desperta a dor em mim que eu....
|
|