<$BlogRSDUrl$>

Não penses nisso


Em quê?
Nisso

E nisto...

o blog do nando lepetitfred opinioessobreisso agasalhos
pega na lancheira

terça-feira, outubro 18, 2005

... takteketa


Depois de ter visto os filmes Baraka e Koyaanisqatsi e estar prestes a ver Powaqqatsi é altura de reflectir sobre a ferida que ando a abrir dentro de mim.
Como já vos falei sobre o baraka hoje falo do koyaanisqatsi, o primeiro filme deste género, realizado em 1983 por Godfrey Reggio.
Este é bastante diferente do outro embora o significado que atribuo a este objecto de arte seja particularmente semelhante.
Koyaanisqatsi tenta revelar a beleza da besta! Por vezes julgámos que o nosso modo de vida, o nosso mundo, é bonito. Mas isso porque não temos mais nada a que a nossa percepção se possa agarrar. Se olharmos bem para este mundo, para esta globalização, esta alta tecnologia, o que conseguimos ver são camadas de comodidade empilhadas umas em cima das outras.
No nosso mundo o que é original é a proliferação da uniformização. Cópias de cópias de cópias.
O pior é que parece que não conseguimos ver através disso. Ver que nos encaixilhámos num ambiente articial que notavelmente substituiu o original, a natureza propriamente dita.
Já não vivemos com a natureza, vivemos acima dela, fora dela.
A Natureza passou a ser o recurso para mantermos este modo de vida articial.


{...}


Fartei-me de pensar nisto.
Reparei que numa das cenas do baraka existe uma dança de uma tribo que eu acho genial também porque a descobri (os sons da dança pelo menos) muito antes de ver o filme.
Nitin sawhney já usou esta técnica em várias musicas assim como os nossos Primitive Reason.
Esta dança, vim a descobrir mais tarde, chama-se Kecak e faz parte de um ritual de uma tribo do Bali. A história desta dança é a história de Ramayana. Rama, um guerreiro e legítimo herdeiro do trono de Ayodya, é exilado com a sua mulher Sita para um deserto distante. Ali um terrível rei espia Sita, e apaixona-se por ela. Por ciúmes envia um veado de ouro(!?!?!) para mandar Rama embora (muito estranha esta gente).
Sita é então capturada, depois de o mariquinhas do Rama ter fugido de um veado de ouro! Quando se apercebe que o veado é só de ouro volta para a salvar e matar o rei.
A dança conta esta história de uma forma intensa com muitos movimentos de braços e energia entre os indígenas sentados no chão, que vão entoando a tal música de que vos falei.

Para ouvirem mais um bocadinho poderão ir aqui

Ko.yaa.nis.qatsi (da língua Hopi), n. 1. Vida louca. 2. Vida tumultuada. 3. Vida em desintegração. 4. Vida desequilibrada. 5. Um estado de existência que exige outro modo de viver.

  • Kecak: A Balinese Music Drama - Forest Scene
 #  escrito por andre @ 11:35 da manhã ler tudo

Pensamentos do dia:

Eu conheço esta música e não vi nenhum filme... E o mais engraçado que é de um jogo de computador, o "Risco"... Espectáculo...
Ando a ver se vejo o Baraka mas isto anda um pouco complicado para os meus lados... :(  
Imagino... passas a vida a comentar blogues, nao deves ter tempo para muito mais.  
Era bom que fosse isso, mas não!
Tou com gripe há uma semana, tenho uma tendinite no braço direito que me impede praticamente de o mexer. Não ponho o nariz na rua desde segunda e o que me resta mesmo é ver filmes, ler e descansar.
E isto é o que se passa comigo, fora o resto que existe à minha volta...
E o Bakara não existe no Blockbuster. Mas revi o "Urso" e as "Asas da Natureza" (no programa da Doc Lisboa chamava-se as "Aves Migratórias" mas mudaram o nome)  
Enviar um comentário

não ouças esta cena


   

não penses nesta palavra


alalia


do Gr. a, priv. + lalia, fala

s. f., Med.,
paralisia dos órgãos da fala;
mutismo acidental.


não penses nesta letra


Hereditário - Sam the kid


Não sei se sou um plano ou um acidente com tesão,
Originado com paixão ou com sexo pós discussão,
Na raiz urbanizada na calçada e no alcatrão,
Não te esqueças de onde vens ou és esquecido então,
Eu só ponho uma questão, qual é a razão da minha origem,
Não te fies na virgem, porque elas fingem e não dizem,
E caso case ainda te acusam do que trazem,
O ladrão da paz e harmonia fácil empatia,
Com a máxima ironia, omitindo medos,
Paredes têm ouvidos construídos para segredos,
Quando é que tu desabafas?
Depois de 3 garrafas de vinho, ou 20 palavras que eu não adivinho,
Enquanto a dor ecoa, habituado a que ela doa,
Porque quem amamos mais é quem nos mais magoa,
Ah! Amar e amar, há ir e nunca mais voltar,
Ao lar doce lar até que a morte ou uma traição separe,
Mentiras omitidas é estranho é quando ocultam cenas,
A paz é singular ou há discussões às dezenas,
Sem qualquer motivo o final nunca é conclusivo,
Apenas um alivio assinado num livro, de onde eu derivo,
Agora mais vivo, tornei-me no que eu sou,
Dou e recebo e se eu bebo bué é porque saio ao meu
avô,
É hereditário fluxo sanguinário que se transmite,
Ele sai a quem, feio ou bonito podes dar um palpite que eu não me irrito,
Espaços da casa não ocupados trazem saudades e pensar nisso é que eu evito,
Eu divido o tempo, na TV noutro evento,
Para não pensar em ti e fazer passar a dor como um
dente,

E toda a gente pergunta, a quem é que ele sai? A quem ele sai?
Sou má goela porque eu saiu ao meu pai,
E toda a gente pergunta, ele sai a quem? Sai a quem?
Se acordo tarde é porque eu saiu à minha mãe,

Mas ta-se bem não há beef nunca houve desde novo,
Sem confirmação na comunicação e sem interesse,
Na certeza do amor, com a ausência da razão que eu
desconheço,
Não me convence,
Menciono o plano, de ter o nono ano,
E eu bano o resto eu manifesto-me através do som,
Converso em verso comigo e com o beat,
Com pitt no cubículo onde fico horas sem pressas e sem demoras eu,
Pareço um ótario operário no meu endereço,
A preço ofereço um corpo solitário preso,
Em posse duma trombose,
Super avozinha fodeu a minha Susana tu chama os bombeiros,
Mas a vida não para e avança como ponteiros,
Eu contei os anos inteiros até à mudança,
Tolerância cancelada e descansa enfermeiros,
E os primeiros pensamentos são de assumir uma herança,
Em criança numa casa portuguesa com certeza,
Manca-me debaixo da mesa com a mão presa à cabeça,
A pensar que não aconteça e valesse a pena a batalha,
E eu quebro a cena, tal pai tal filho, tal pai tal falha,
Não conheço um posto para fazer um juízo,
Porque isto nunca foi penoso isto é o meu paraíso,
E eu economizo ao comunicar isto em concreto,
E eu fico indeciso se eu quero ficar vazio ou completo,
A mim não me compete fazer a escolha,
Só escolho fragmentos de momentos duma recolha,
De sentimentos, e eu sento e minto se eu disser que não sinto a tua falta,
Sinto a ausência duma falta de paciência que te exalta,
Ou exaltava, porque agora silêncio é despertador,
Que desperta humor desperta a dor em mim que eu....





não penses nesta cena

Blog da Rádio Graciosa


archives

This page is powered by Blogger. Isn't yours?