quarta-feira, novembro 16, 2005
Joaninha (Bem vinda!)
16 de Novembro, 4 da tarde, faz frio lá fora o ano é 2005 e acho que já te disse a hora o lugar é Lisboa ao pé do jardim da parada o mundo é teu, já te explico as razões e senões deste lugar onde vieste parar sem saber como sê bem-vinda ao jardim, eu serei o teu mordomo eu sou o gajo do chapéu azul-bébé como tu no meio da confusão que luta pelo teu olhar nu não nos leves a mal mas deixaste-nos perplexos 6 meses na minha vida e já fazes estragos complexos hei-de de stressar contigo vezes sem conta, acredita o amor é um gajo estranho, às vezes até irrita por isso vai-te habituando a ter muita paciência somos todos complicados e é preciso ter experiência para atinar neste planeta a quem chamaram Terra sem darmos bem por isso vem aí mais uma guerra
Vivemos na tuga, um país que até é bem tranqüilo Se me dessem a escolher não dava um vacilo Não é perfeito nem nada que se pareça Ainda depende de nós para que muito aconteça Acaba por ser porreiro porque te dá motivação Não temos nada garantido na palma da mão Há mesmo sítios onde a esperança quase já não existe O que vale é que há sempre alguém que resiste E insiste em fazer a diferença para melhor Dá tudo por tudo com muito sangue, suor Com tanta pressa que tiveste para cá chegar Só posso acreditar que tenhas muito para nos dar Pareces-me rebelde e é mesmo isso que se quer És joaninha de nome mas já vejo uma mulher Venha o que vier o amor é incondicional Podes contar comigo quando tudo te parecer mal É natural, quer dizer que não andas a dormir
E não há nada pior nesta vida do que não sentir Queria dizer-te tanta coisa, mas ainda nem me vês E o tempo há-de trazer todos os teus porquês Há bocado fiz umas contas e senti-me mal Quando tiveres quarenta eu vou ter quarenta e tal Tenho medo de não perceber o teu mundo nessa altura Mas acredita, o feeling que sinto não é sol de pouca dura E por muito cota e datado que te possa parecer Fui e sou mais janado do que gostava de ser Por isso tá à vontade, manda vir que eu aguento No mínimo posso tar é se calhar um pouco lento
Para a menina Joana Para o Pedro Para o outro André Para o Fred Para o Meira Rafa Steve Giulio Mário e todos aqueles que sao e farão parte de mim Para todas as sementes
*Adaptado de "Joaninha" - Da Weasel
|

Chaves Out 2005
| |
|
não penses nesta palavra
alalia
do Gr. a, priv. + lalia, fala
s. f., Med.,
paralisia dos órgãos da fala;
mutismo acidental.
|
não penses nesta letra
Hereditário - Sam the kid
Não sei se sou um plano ou um acidente com tesão,
Originado com paixão ou com sexo pós discussão,
Na raiz urbanizada na calçada e no alcatrão,
Não te esqueças de onde vens ou és esquecido então,
Eu só ponho uma questão, qual é a razão da minha
origem,
Não te fies na virgem, porque elas fingem e não
dizem,
E caso case ainda te acusam do que trazem,
O ladrão da paz e harmonia fácil empatia,
Com a máxima ironia, omitindo medos,
Paredes têm ouvidos construídos para segredos,
Quando é que tu desabafas?
Depois de 3 garrafas de vinho, ou 20 palavras que eu
não adivinho,
Enquanto a dor ecoa, habituado a que ela doa,
Porque quem amamos mais é quem nos mais magoa,
Ah! Amar e amar, há ir e nunca mais voltar,
Ao lar doce lar até que a morte ou uma traição
separe,
Mentiras omitidas é estranho é quando ocultam cenas,
A paz é singular ou há discussões às dezenas,
Sem qualquer motivo o final nunca é conclusivo,
Apenas um alivio assinado num livro, de onde eu
derivo,
Agora mais vivo, tornei-me no que eu sou,
Dou e recebo e se eu bebo bué é porque saio ao meu
avô,
É hereditário fluxo sanguinário que se transmite,
Ele sai a quem, feio ou bonito podes dar um palpite
que eu não me irrito,
Espaços da casa não ocupados trazem saudades e pensar
nisso é que eu evito,
Eu divido o tempo, na TV noutro evento,
Para não pensar em ti e fazer passar a dor como um
dente,
E toda a gente pergunta, a quem é que ele sai? A quem
ele sai?
Sou má goela porque eu saiu ao meu pai,
E toda a gente pergunta, ele sai a quem? Sai a quem?
Se acordo tarde é porque eu saiu à minha mãe,
Mas ta-se bem não há beef nunca houve desde novo,
Sem confirmação na comunicação e sem interesse,
Na certeza do amor, com a ausência da razão que eu
desconheço,
Não me convence,
Menciono o plano, de ter o nono ano,
E eu bano o resto eu manifesto-me através do som,
Converso em verso comigo e com o beat,
Com pitt no cubículo onde fico horas sem pressas e sem
demoras eu,
Pareço um ótario operário no meu endereço,
A preço ofereço um corpo solitário preso,
Em posse duma trombose,
Super avozinha fodeu a minha Susana tu chama os
bombeiros,
Mas a vida não para e avança como ponteiros,
Eu contei os anos inteiros até à mudança,
Tolerância cancelada e descansa enfermeiros,
E os primeiros pensamentos são de assumir uma
herança,
Em criança numa casa portuguesa com certeza,
Manca-me debaixo da mesa com a mão presa à cabeça,
A pensar que não aconteça e valesse a pena a batalha,
E eu quebro a cena, tal pai tal filho, tal pai tal
falha,
Não conheço um posto para fazer um juízo,
Porque isto nunca foi penoso isto é o meu paraíso,
E eu economizo ao comunicar isto em concreto,
E eu fico indeciso se eu quero ficar vazio ou
completo,
A mim não me compete fazer a escolha,
Só escolho fragmentos de momentos duma recolha,
De sentimentos, e eu sento e minto se eu disser que
não sinto a tua falta,
Sinto a ausência duma falta de paciência que te
exalta,
Ou exaltava, porque agora silêncio é despertador,
Que desperta humor desperta a dor em mim que eu....
|
|