terça-feira, janeiro 24, 2006
...o dinheiro é um poderoso afrodisíaco |
Será que fui só eu que ontem saí triste do cinema? Abatido e sem a mínima vontade de voltar a este mundo falso onde me encontro agora. Ou houve mais alguém? Fui ver o último do woody allen e entristeceu-me ouvir as gargalhadas do público, como que a criarem a irónica banda sonora para o declínio e desgraça da humanidade. Ou, quem sabe, talvez uma forma de disfarce do desconforto que alguns sentiram. O podre exposto de uma forma que só woody allen o sabe fazer ... cinicamente .. inteligentemente. Obviamente, sei também, que woody gostaria que nos rissemos com o filme dele, mas não queria de certeza que fossemos para casa a pensar "epá este gajo inventa cada história. É engraçado!". Não! Não, meus amigos, não foi essa a mensagem que ele queria passar. E não. Não sou eu que estou deprimido e a querer descarregar o meu descontentamento nos leitores deste blog. Simplesmente não ando contente com a vida profissional que levo e com os sapos que vou engolindo. Aliás eu nem queria era ter vida profissional. Enfim ... isso agora não é para aqui chamado. O que achei realmente de ordem parapsíquica é que o filme parecia que, como por magya, vinha de encontro ao pensamento que me acompanhou durante o dia de ontem. Como a pobreza no mundo é uma preocupação que me tem ocupado imenso os pensamentos pensei então na seguinte questão: de que são feitos os ricos? Comecei então por catalogar esta espécie em 2 tipos: Os novos ricos e os velhos ricos. Ok. A minha questão é simples. O dinheiro, com o tempo, desvaloriza correcto? Então as pessoas são ricas por terem dinheiro mas isso por si só não lhes basta. É também por terem a sua fortuna reflectida em objectos, sejam eles terrenos, casas ou acções. Mas esses objectos podem desvalorizar ou valorizar. E é aqui encontro a grande lacunha das nossas economias. Vamos focar-nos nos velhos ricos pois são esses que detem o poder: Se hipoteticamente, um velho rico há 40 anos depositou 5000 euros numa conta bancária hoje em dia já não é rico por ter esse dinheiro. Este desvalorizou. Agora se a sua fortuna é constituída por objectos que se auto-valorizam com o tempo então ele continuará rico. O que proponho é um simples meio de equilibrarmos a fortuna mundial. Ou seja, se permitirmos que os objectos não valorizem só com o tempo mas sim com as pessoas que os obtem. Isso só será possível se cada pessoa que esteja na posse de um objecto só o possa vender uma e uma única vez. Se lhe catalogar um preço, esse preço nunca poderá ser alterado tenham passados 1, 10 ou 100 anos. Até à sua venda essa pessoa não pode alterar esse preço. Assim permitimos que os ricos não enriqueçam tão rápido e que os pobres não fiquem cada vez mais pobres. Economistas que visitam este blog por favor digam-me: o que está errado nesta teoria do equilibrio?
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 triste? Como eu te percebo meu caro
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não penses nesta palavra
alalia
do Gr. a, priv. + lalia, fala
s. f., Med.,
paralisia dos órgãos da fala;
mutismo acidental.
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não penses nesta letra
Hereditário - Sam the kid
Não sei se sou um plano ou um acidente com tesão,
Originado com paixão ou com sexo pós discussão,
Na raiz urbanizada na calçada e no alcatrão,
Não te esqueças de onde vens ou és esquecido então,
Eu só ponho uma questão, qual é a razão da minha
origem,
Não te fies na virgem, porque elas fingem e não
dizem,
E caso case ainda te acusam do que trazem,
O ladrão da paz e harmonia fácil empatia,
Com a máxima ironia, omitindo medos,
Paredes têm ouvidos construídos para segredos,
Quando é que tu desabafas?
Depois de 3 garrafas de vinho, ou 20 palavras que eu
não adivinho,
Enquanto a dor ecoa, habituado a que ela doa,
Porque quem amamos mais é quem nos mais magoa,
Ah! Amar e amar, há ir e nunca mais voltar,
Ao lar doce lar até que a morte ou uma traição
separe,
Mentiras omitidas é estranho é quando ocultam cenas,
A paz é singular ou há discussões às dezenas,
Sem qualquer motivo o final nunca é conclusivo,
Apenas um alivio assinado num livro, de onde eu
derivo,
Agora mais vivo, tornei-me no que eu sou,
Dou e recebo e se eu bebo bué é porque saio ao meu
avô,
É hereditário fluxo sanguinário que se transmite,
Ele sai a quem, feio ou bonito podes dar um palpite
que eu não me irrito,
Espaços da casa não ocupados trazem saudades e pensar
nisso é que eu evito,
Eu divido o tempo, na TV noutro evento,
Para não pensar em ti e fazer passar a dor como um
dente,
E toda a gente pergunta, a quem é que ele sai? A quem
ele sai?
Sou má goela porque eu saiu ao meu pai,
E toda a gente pergunta, ele sai a quem? Sai a quem?
Se acordo tarde é porque eu saiu à minha mãe,
Mas ta-se bem não há beef nunca houve desde novo,
Sem confirmação na comunicação e sem interesse,
Na certeza do amor, com a ausência da razão que eu
desconheço,
Não me convence,
Menciono o plano, de ter o nono ano,
E eu bano o resto eu manifesto-me através do som,
Converso em verso comigo e com o beat,
Com pitt no cubículo onde fico horas sem pressas e sem
demoras eu,
Pareço um ótario operário no meu endereço,
A preço ofereço um corpo solitário preso,
Em posse duma trombose,
Super avozinha fodeu a minha Susana tu chama os
bombeiros,
Mas a vida não para e avança como ponteiros,
Eu contei os anos inteiros até à mudança,
Tolerância cancelada e descansa enfermeiros,
E os primeiros pensamentos são de assumir uma
herança,
Em criança numa casa portuguesa com certeza,
Manca-me debaixo da mesa com a mão presa à cabeça,
A pensar que não aconteça e valesse a pena a batalha,
E eu quebro a cena, tal pai tal filho, tal pai tal
falha,
Não conheço um posto para fazer um juízo,
Porque isto nunca foi penoso isto é o meu paraíso,
E eu economizo ao comunicar isto em concreto,
E eu fico indeciso se eu quero ficar vazio ou
completo,
A mim não me compete fazer a escolha,
Só escolho fragmentos de momentos duma recolha,
De sentimentos, e eu sento e minto se eu disser que
não sinto a tua falta,
Sinto a ausência duma falta de paciência que te
exalta,
Ou exaltava, porque agora silêncio é despertador,
Que desperta humor desperta a dor em mim que eu....
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